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Investigado no caso Queiroz recebeu R$ 500 mil a pedido de Flávio Bolsonaro, diz jornal


O senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) durante votação no plenário do Senado Federal, em Brasília (DF).

© Folhapress / Pedro Ladeira

O advogado Victor Granado Alves recebeu R$ 500 mil reais de fundo público através de contrato a pedido do senador Flávio Bolsonaro.

A origem do pagamento veio através de contrato do PSL nacional com o escritório de Victor Granado Alves. O contrato teve início em fevereiro de 2019, com duração de 13 meses e custo total de pelo menos R$ 500 mil, segundo reportagem do jornal Folha de São Paulo.

O dinheiro, segundo o jornal, teria origem no fundo partidário e o contrato garantia serviços jurídicos a serem prestados pelo escritório de Victor Alves ao diretório do PSL no Rio de Janeiro. O contrato previa que os valores seriam pagos mensalmente em parcelas de R$ 40 mil.

Uma das sócias do escritório é assessora parlamentar no gabinete de Flávio Bolsonaro no Senado Federal, tendo sido contratada no mês seguinte ao início do contrato com o PSL.

O advogado Victor Alves foi citado pelo empresário Paulo Marinho como uma das pessoas envolvidas em vazamento de informações sobre um inquérito da Polícia Federal de 2018, envolvendo o gabinete de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ).

Bolsonaro durante cerimônia alusiva à alteração da Lei Geral de Telecomunicações. ©Pedro Ladeira/Folhapress”>O senador Flávio Bolsonaro durante cerimônia alusiva à alteração da Lei Geral de Telecomunicações
©Pedro Ladeira/Folhapress
O senador Flávio Bolsonaro durante cerimônia alusiva à alteração da Lei Geral de Telecomunicações

Marinho efetuou a denúncia em entrevista também à Folha de São Paulo, apontando que um delegado da Polícia Federal, supostamente partidário do então candidato à Presidência, Jair Bolsonaro, teria adiantado informações sobre a operação Furna da Onça, que em 2018 revelou esquemas de corrupção na ALERJ.

O informante teria se encontrado com Victor Alves, o coronel Miguel Braga, chefe de gabinete de Flávio Bolsonaro no Senado, e Valdenice Oliveira Meliga, ex-tesoureira do PSL do Rio de Janeiro.

O vazamento, segundo Marinho, foi feito entre o primeiro e o segundo turno das eleições presidenciais naquele ano. O delegado que vazou as informações teria também afirmado que a operação seria adiada para não atrapalhar a candidatura de Bolsonaro.

O empresário Paulo Marinho será ouvido pela Polícia Federal, a pedido da Procuradoria Geral da República (PGR) em um inquérito junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) que investiga suposta interferência na Polícia Federal feita pelo presidente brasileiro, Jair Bolsonaro. A denúncia foi realizada pelo ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, que deixou o cargo acusando Bolsonaro de irregularidades.


Fonte: © Sputnik

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