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Investigado, Weintraub diz que não quer briga e sairá do país em breve, mas alerta: ‘Não provoquem’


Ministro da Educação, Abraham Weintraub, é saudado por apoiadores ao deixar sede da Polícia Federal, em Brasília (DF), 4 de junho de 2020

© Folhapress / Pedro Ladeira

Embora ainda seja investigado em inquérito que apura ataques ao STF, o ex-ministro da Educação Abraham Weintraub falou nesta sexta-feira (19) que saíra do Brasil “o mais rápido possível”.

Por meio do Twitter, ele assegurou também que isso aconteceria em “poucos dias”. Weintraub falou ainda que deseja “ficar quieto” e não quer “brigar” com ninguém até então, mas elaborou um alerta: “Não me provoquem!”. Segundo o ex-ministro, a mensagem era destinada “à tigrada e aos gatos angorás”. 

Após muita especulação sobre sua saída do governo, Weintraub anunciou em um vídeo divulgado na quinta-feira (18), no qual aparece ao lado do presidente Jair Bolsonaro, que estava deixando o cargo, que ocupou durante um ano e dois meses. 

​O governo infirmou que ele ocupará cargo no Banco Mundial, em Washington. A entidade, por sua vez, confirmou que recebeu a indicação de Weintraub, mas sua nomeação ainda terá que ser aprovada. O nome do novo ministro da Educação ainda não foi anunciado. 

Usina de polêmicas

O período em que chefiou a pasta da Educação foi marcado por polêmicas e crises, como por exemplo críticas à China e os erros na correção das provas do Enem do ano passado. Mas o que tornou sua situação muito difícil no cargo foram suas declarações na reunião ministerial de 22 de abril, quando defendeu a prisão de juízes do Supremo Tribunal Federal (STF) e os chamou de “vagabundos”. 

As ofensas levaram Weintraub a ser incluído no inquérito do Supremo que investiga a disseminação de notícias falsas e ofensas contra ministros da Corte. O ministro da Justiça, André Mendonça, recorreu de sua inclusão no inquérito, mas o STF rejeitou o pedido. 

Extinção de cotas como último ato

No último domingo (14), ainda no governo, Weintraub compareceu a uma manifestação em Brasília contra os ministros do Supremo, sendo criticado até mesmo por Bolsonaro

Como uma de suas últimas medidas à frente do Ministério da Educação, ele extinguiu cotas para negros, pardos, indígenas e pessoas com deficiência em programas de pós-graduação em universidades e institutos federais.




Fonte: © Sputnik

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